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segunda-feira, 28 de junho de 2010

CNPCP recebe sugestões para elaborar proposta de indulto natalino 2010

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) instituiu, na última sexta-feira (28/05/10), a comissão responsável pela elaboração da proposta de indulto natalino.

Até o dia 30 de julho, a comissão vai receber sugestões da sociedade para elaborar a nova proposta, que será avaliada pelo ministro da Justiça antes de ser encaminhada à Presidência da República. Qualquer pessoa ou instituição pode sugerir critérios para a concessão do indulto.

As colaborações podem ser enviadas ou entregues na secretaria do CNPCP - Ministério da Justiça, edifício Sede, 3º andar, sala 303, Esplanada dos Ministérios, CEP 70.064-900, Brasília (DF) - ou enviadas por correio eletrônico para jussara.ribeiro@mj.gov.br.

Após a avaliação das sugestões, o CNPCP vai convocar uma audiência pública para debater a questão. A comissão é composta pelo presidente do Conselho, Geder Luiz Rocha Gomes e pelos conselheiros Rodrigo Duque Estrada, José de Almeida Carneiro, Fernando Braga Viggiano e Renato Flávio Marcão.

Indulto natalino

Como parte de uma tradição, todo final de ano o Presidente da República publica um decreto com os critérios da concessão de indulto aos presos. Com a aplicação do último decreto, de 22 de dezembro de 2009, a previsão é de que cerca de 4.500 presos ganhem a liberdade ao longo desse ano.


Fonte: Ministério da Justiça

Dilma defende mais presídios de segurança máxima

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje ser a favor da construção de novos presídios de segurança máxima. "Acho que tem de ser construídos mais presídios de alta periculosidade, tantos quanto forem necessários", afirmou, durante o programa "Roda Vida", transmitido ao vivo pela internet e que será exibido às 22h pela TV Cultura. "Não acho que a gente tenha de negociar com o crime", declarou.


Dilma disse, porém, que não basta fazer novos presídios, uma vez que os Estados que possuem prisões desse tipo resistem a receber os presidiários considerados mais perigosos. "Fizemos quatro novos presídios, cada um 250 vagas, e durante muito tempo tivemos dificuldade de ocupá-los porque existia resistência dos Estados", justificou.


Na avaliação dela, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implantadas em favelas do Rio de Janeiro, são uma concepção adequada de política de segurança pública. "A grande característica desse projeto é perceber que o crime ocupa um território, se estabelece nele e passa a ser um poder paralelo ao do Estado", afirmou.


De acordo com ela, o ideal é combinar essa política a uma ação repressiva e de afirmação da autoridade. "É necessário que o Estado volte para locais de onde tinha se afastado, volte a investir em habitação e saneamento básico", afirmou.


Ela também defendeu o trabalho da Força Nacional de Segurança Pública. "O Exército não é especializado em fazer segurança pública", opinou.


Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tornozeleira eletrônica pode trazer economia ao sistema prisional


Minas Gerais pode economizar 77,8% com o sistema prisional se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar o Projeto de Lei 175/2007, aprovado mês passado pelo Senado, que altera o Código Penal e a Lei de Execução Penal e regulamenta o uso de tornozeleiras ou pulseiras eletrônicas em detentos. Se o estado mandar para casa os 5 mil condenados por crimes de pequeno potencial, em regime aberto e semiaberto, o custo mensal com cada preso, que atualmente é de R$ 1,8 mil, cai para R$ 400. Os gastos mensais com os 5mil presos cairiam de R$ 9 milhões para R$ 2 milhões.

O presidente Lula tem 15 dias úteis, a partir de 27 de maio, para sancionar a matéria ou vetar parcialmente ou totalmente a lei. Além da economia para os cofres públicos, a medida também vai reduzir a superlotação dos presídios. Para o presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Minas Gerais (OAB-MG), Adilson Geraldo Rocha, a medida também vai diminuir a violência.

De acordo com o advogado, a OAB-MG é totalmente favorável à implantação da tornozeleira eletrônica. Há 15 dias, ele e o presidente da Ordem, Luís Cláudio Chaves, estiveram reunidos com o desembargador Roney Oliveira, do Tribunal de Justiça de Minas, discutindo a implantação dos equipamentos. Em 2008 e 2009, segundo ele, Minas testou tornozeleiras em presos dos regimes semiaberto e aberto, e toda a sistemática da execução penal foi aprovada.

Em 2009, Minas iniciou o procedimento de licitação para aquisição de 5 mil tornozeleiras, mas foi embargado, por meio de um mandado de segurança impetrado por uma das empresas interessadas em fornecer os equipamentos. "Essa empresa alegou problemas administrativos técnicos quanto ao procedimento licitatório. Isso fez com o que o desembargador Roney Oliveira, que foi o relator desse mandado de segurança, suspendesse o a licitação", disse Adilson Rocha. A visita dele e do presidente da OAB-MG ao TJMG foi para pedir um interesse maior no julgamento desse mandado de segurança, considerando que a implantação da tornozeleira eletrônica é de interesse da sociedade e do estado, e que tem total apoio da OAB-MG, disse Adilson.

O advogado esclarece que são três modelos de condenação: fechado, semiaberto e aberto. "O regime fechado é para aquelas pessoas que oferecem perigo à sociedade. O semiaberto é para aquele que está numa situação intermediária, podendo ser, ou não, perigoso. Já os condenado em regime aberto é aquele que não oferece perigo à sociedade", disse Adilson.

Dos mais de 40 mil presos em Minas, segundo ele, aproximadamente 1,8 mil são condenados no regime aberto e, na opinião do advogado, ocupam vagas daqueles que poderiam efetivamente estar presos, condenados em regime fechado.


Fonte: Jornal Estado de Minas - 14/06/2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Quase 25 mil criminosos estão soltos em Minas


Acusados de homicídio, traficantes e pessoas que devem pensão alimentícia não são encontrados pela polícia


Minas Gerais tem 24.955 pessoas com mandados de prisão expedidos pela Justiça e que não são encontradas pela polícia. O número de foragidos representa a metade da população carcerária do Estado. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, o número de mandados em aberto é grande por falta de efetivo da polícia para localizar os presos. A maior parte das ordens de prisão é contra traficantes, acusados de homicídios e pessoas que devem pensão alimentícia.


Entre as dez maiores cidades do Estado, Paracatu, no Noroeste, tem o maior número de foragidos em relação à população municipal: um para cada grupo de 195 moradores. Segundo o Tribunal de Justiça, o município de 83 mil habitantes e 424 foragidos. Enquanto isso, em Belo Horizonte são 2.070 mandados de prisão sem cumprir, uma média de um foragido para 1.176 habitantes.

Até o final de abril de 2009 o Tribunal de Justiça de Minas tinha 30 mil mandados de prisão em aberto. Para a diretora de Comunicação da Associação dos Magistrados de Minas Gerais (Amagis), juíza Rosimere das Graças do Couto, a maioria dos mandados é de prisões temporárias e preventivas. No setor de inquéritos das 12 varas criminais do Fórum Lafayette, onde a juíza trabalha, são cerca de 26 mil processos. “Nos últimos anos, a polícia tem prendido mais, mas muitas pessoas que estão na lista de foragidos não são encontradas pelo fato de o endereço estar errado ou por mudarem para outro Estado”, constatou.

Segundo a direção nacional da OAB, no Brasil são cerca de 350 mil foragidos da Justiça. O déficit de vagas nas prisões é de cerca de 90 mil. O advogado Bruno Marçal Aguiar, especialista em processo de pensão alimentícia, em algumas cidades, como Governador Valadares, no Leste do Estado, onde são 808 foragidos, há várias pessoas morando clandestinamente nos Estados Unidos, motivo de não terem como ser localizadas pela polícia. “Há vários mandados de prisão temporária, que valem cinco dias, acabam perdendo a validade, mas não saem do banco de dados da polícia”, disse.


Fonte: Jornal Hoje Em Dia - 27/05/2010

CNPCP recebe sugestões para elaborar proposta de indulto natalino

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) instituiu, na última sexta-feira (28), a comissão responsável pela elaboração da proposta de indulto natalino.

Até o dia 30 de julho, a comissão vai receber sugestões da sociedade para elaborar a nova proposta, que será avaliada pelo ministro da Justiça antes de ser encaminhada à Presidência da República. Qualquer pessoa ou instituição pode sugerir critérios para a concessão do indulto.

As colaborações podem ser enviadas ou entregues na secretaria do CNPCP - Ministério da Justiça, edifício Sede, 3º andar, sala 303, Esplanada dos Ministérios, CEP 70.064-900, Brasília (DF) - ou enviadas por correio eletrônico para jussara.ribeiro@mj.gov.br.

Após a avaliação das sugestões, o CNPCP vai convocar uma audiência pública para debater a questão. A comissão é composta pelo presidente do Conselho, Geder Luiz Rocha Gomes e pelos conselheiros Rodrigo Duque Estrada, José de Almeida Carneiro, Fernando Braga Viggiano e Renato Flávio Marcão.


Indulto natalino

Como parte de uma tradição, todo final de ano o Presidente da República publica um decreto com os critérios da concessão de indulto aos presos. Com a aplicação do último decreto, de 22 de dezembro de 2009, a previsão é de que cerca de 4.500 presos ganhem a liberdade ao longo desse ano.


Fonte: Ministério da Justiça
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